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Mãe e filha descobrem câncer de mama com semanas de diferença e enfrentam tratamento lado a lado
Diagnosticadas quase ao mesmo tempo, Maria Imaculada e Waléria passaram por exames e cirurgias na Fundação Cristiano Varella, em Muriaé, transformando uma situação inesperada em apoio mútuo durante o enfrentamento da doença
Por Administrador
Publicado em 07/08/2026 15:01
Saúde
Imagem criada por IA

Uma fisgada no seio foi o primeiro sinal percebido por Waléria Capobiango, pouco antes de sua mãe, Maria Imaculada Ferraz, receber a indicação para realizar uma mamografia de rotina. Na ocasião, Maria chegou a oferecer a própria consulta à filha, mas Waléria acreditou que o incômodo pudesse estar relacionado à ansiedade e decidiu adiar o exame.

Poucas semanas depois, mãe e filha se viram diante do mesmo diagnóstico: câncer de mama.

Maria Imaculada descobriu a doença primeiro. Cerca de 15 dias depois, veio a confirmação para Waléria. A sequência foi tão próxima que as cirurgias das duas foram realizadas com apenas um mês de diferença na Fundação Cristiano Varella (FCV), em Muriaé, Minas Gerais.

Uma coincidência difícil que acabou se transformando em uma fonte de apoio entre as duas.

“Ela ia abrindo o caminho na frente e eu ia passando”, relata Waléria.

Ao acompanhar os exames e procedimentos realizados pela mãe, Waléria já sabia que, pouco tempo depois, provavelmente enfrentaria etapas semelhantes.

Uma apoiando a outra durante o tratamento

A proximidade dos diagnósticos estabeleceu uma dinâmica particular entre mãe e filha. Enquanto enfrentavam seus próprios medos e incertezas, cada uma procurava preservar emocionalmente a outra.

“Eu não fico triste para não deixar ela triste, e ela faz o mesmo comigo. Com isso, nenhuma de nós caiu e estamos vencendo”, conta Waléria.

Para Maria Imaculada, o desafio foi duplo: enfrentar o próprio câncer e, ao mesmo tempo, acompanhar o tratamento da filha.

“Foi um desafio, mas, ao mesmo tempo, descobrimos uma força que jamais imaginaríamos ter”, afirma.

Os tratamentos, porém, não foram iguais. Maria Imaculada concluiu sua etapa terapêutica sem precisar passar pela quimioterapia. Waléria, por outro lado, necessitou do tratamento quimioterápico e enfrentou um dos momentos que mais a marcaram: a perda dos cabelos.

Vídeo nas redes sociais gera onda de apoio

Diante desse momento, Waléria decidiu gravar um vídeo contando sua experiência e compartilhá-lo nas redes sociais. O que ela não esperava era a repercussão da publicação.

O conteúdo ganhou grande alcance e trouxe manifestações de solidariedade, inclusive de pessoas desconhecidas. Para Waléria, aquela corrente de apoio ajudou a tornar mais leve, ainda que momentaneamente, uma das etapas mais difíceis do tratamento.

Atendimento na Fundação Cristiano Varella

As duas realizaram o tratamento na Fundação Cristiano Varella, instituição localizada em Muriaé e referência regional no atendimento oncológico.

Segundo as informações divulgadas pela instituição, a FCV é credenciada como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) e recebe pacientes de mais de 230 municípios, oferecendo assistência pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Maria Imaculada destaca o acolhimento recebido dos profissionais durante o tratamento e resume a importância que o apoio das pessoas próximas teve durante o processo:

“O tratamento ajuda o corpo, mas o que cura mesmo é o amor que recebemos daqueles que estão conosco nos dias mais difíceis.”

Diagnóstico precoce é fundamental

A história de Maria Imaculada e Waléria também chama atenção para a importância de investigar alterações nas mamas e manter o acompanhamento de saúde recomendado para cada faixa etária e situação clínica.

O câncer de mama permanece entre os principais desafios da saúde pública brasileira, e a detecção precoce aumenta as possibilidades de tratamentos menos agressivos e melhores resultados terapêuticos.

A experiência vivida pelas duas deixa também uma orientação simples: diante de alterações ou sintomas nas mamas, é importante procurar avaliação de um profissional de saúde e não adiar a investigação.

Para mãe e filha, uma situação que começou com dois diagnósticos separados por apenas algumas semanas acabou se tornando também uma história de companheirismo. Enquanto uma avançava pelo tratamento, a outra encontrava forças para seguir o mesmo caminho — e, juntas, passaram a enfrentar uma jornada que nenhuma das duas imaginava viver.


Edição: Geane Nicácio - Multisom Ubaense

 
 
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