A política de Ubá esteve no centro de uma ampla entrevista concedida por Alfredo Loureiro ao jornalista César Sá, na Rádio Multisom Ubaense.
Durante a conversa, foram abordados temas como a representatividade política do município, a atuação dos vereadores, o apoio de lideranças locais a candidatos de outras cidades, as emendas parlamentares, a qualidade dos debates na Câmara Municipal, a utilização da Palavra Livre, a situação financeira da Prefeitura e os Projetos de Lei nº 100 e 101/2026.
Alfredo também falou sobre nomes específicos do cenário político, entre eles Mônica Vallone, Vadinho Baião, Antônio Carlos Jacob, Paulo Veloso, Natal, Rogério, Noraldino e o vereador André.
Logo no início, Loureiro apresentou uma avaliação crítica do atual ambiente político ubaense. Para ele, falta à cidade maior reação, posicionamento e valorização de sua própria força política.
O entrevistado defendeu uma mudança de comportamento tanto das lideranças quanto do eleitorado e afirmou considerar necessário que Ubá desenvolva maior capacidade de articulação para ampliar sua influência regional.
Ubá precisa decidir se quer ter representantes próprios, afirma Loureiro
Um dos principais eixos da entrevista foi a discussão sobre a representatividade de Ubá nos parlamentos estadual e federal.
Alfredo comparou a realidade ubaense com a de cidades como Muriaé, Cataguases e Leopoldina, citando a capacidade desses municípios de formar ou consolidar lideranças políticas com maior projeção.
Para ele, Ubá sofre com uma pulverização eleitoral na qual diferentes grupos seguem caminhos distintos e não conseguem construir uma estratégia comum para fortalecer nomes ligados ao município.
Loureiro resumiu a discussão em uma pergunta que, segundo ele, deveria ser respondida pela própria cidade: Ubá quer ou não quer eleger um deputado estadual e um deputado federal?
Na avaliação do entrevistado, a Câmara Municipal também poderia funcionar como espaço para formação de novas lideranças capazes de disputar cargos de maior projeção.
César Sá lembrou que Ubá já contou com representantes nos parlamentos estadual e federal e relacionou a discussão à capacidade de articulação política do município.
Apoio de vereadores a candidatos de fora é questionado
A crítica de Alfredo ganhou maior intensidade quando o debate chegou ao comportamento eleitoral das lideranças locais.
O entrevistado questionou o fato de vereadores de Ubá apoiarem candidatos de outras cidades mesmo diante da existência de nomes ligados ao município buscando vagas nas eleições proporcionais.
Loureiro reconheceu que qualquer cidadão possui liberdade para escolher seus candidatos, mas ponderou que o comportamento das próprias lideranças exerce influência sobre o eleitorado.
Na avaliação dele, quando vereadores e outras autoridades municipais optam por candidatos externos, a população também pode entender que não existe necessidade de concentrar votos em nomes ligados à cidade.
Alfredo também criticou o apoio do prefeito a candidatos de fora do município e mencionou Noraldino durante essa discussão.
Para Loureiro, caso Ubá pretenda efetivamente ampliar sua representação política, será necessária maior articulação entre suas lideranças.
Alfredo destaca trajetória política de Mônica Vallone
Um dos nomes destacados positivamente por Alfredo Loureiro durante a entrevista foi o de Mônica Vallone.
Alfredo afirmou considerar que Mônica vem construindo uma trajetória política de forma contínua, para além de uma disputa eleitoral isolada.
Ele lembrou sua candidatura à Prefeitura de Ubá e destacou sua atuação política e projeção para além do município.
Loureiro também elogiou a forma como, segundo sua percepção, Mônica conduz sua atuação, afirmando nunca tê-la visto construir sua trajetória por meio de ataques pessoais.
Outro aspecto mencionado foi a participação feminina na política ubaense. Na avaliação de Alfredo, a candidatura de Mônica à Prefeitura contribuiu para ampliar a visibilidade das mulheres e teria exercido influência positiva sobre o crescimento da participação feminina na política local.
As avaliações sobre Mônica Vallone são manifestações de Alfredo Loureiro durante a entrevista e não representam apoio ou preferência eleitoral da Rádio Multisom Ubaense.
Vadinho Baião também é citado
Na mesma parte da entrevista, Alfredo falou sobre Vadinho Baião, fazendo uma avaliação positiva de sua trajetória política.
Segundo Loureiro, independentemente de questões partidárias, Vadinho é um político cuja história deveria receber maior reconhecimento em Ubá.
Durante a conversa houve uma breve divergência sobre sua filiação partidária. Como a informação surgiu espontaneamente e foi objeto de correção entre os próprios participantes, ela não é apresentada nesta matéria como dado confirmado.
O ponto central da manifestação de Alfredo foi o reconhecimento da trajetória de Vadinho e a importância, segundo ele, de Ubá valorizar pessoas que conseguiram alcançar projeção política fora do município.
Outros nomes entram na discussão
César Sá mencionou Antônio Carlos Jacob, Mônica Vallone, Natal e Paulo Veloso durante a discussão sobre nomes relacionados às disputas estadual e federal.
O jornalista ponderou, porém, que a simples existência de candidaturas ligadas a Ubá não seria suficiente para garantir maior representação política.
Para César, os candidatos também precisam desenvolver uma estratégia regional, construir presença em outros municípios e ampliar suas bases eleitorais.
Alfredo mencionou ainda Rogério, destacando sua movimentação política e fazendo avaliações sobre suas perspectivas eleitorais.
A crítica ao apoio de candidaturas externas leva a uma questão prática no atual processo eleitoral: quais nomes ligados ao cenário político de Ubá estão na disputa por vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais?
ACOMPANHAMENTO ELEITORAL | Eleições 2026
Esta parte da reportagem constitui uma atualização jornalística independente da entrevista.
A Rádio Multisom Ubaense está acompanhando a situação dos registros das candidaturas ligadas ao cenário político de Ubá e atualizará esta cobertura sempre que houver mudança relevante na Justiça Eleitoral.
A referência oficial adotada para esse acompanhamento é o DivulgaCandContas e a base de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Atualização: 19 de agosto de 2026.
A situação apresentada abaixo corresponde à checagem desta edição. Como os processos de registro continuam em andamento, pedidos indicados como “aguardando julgamento” podem sofrer alterações posteriores.
A reportagem utiliza a expressão “candidaturas ligadas ao cenário político de Ubá” sem estabelecer como critério exclusivo naturalidade, residência ou domicílio eleitoral. A relação considera os nomes inseridos no contexto político ubaense acompanhado nesta cobertura.
Deputado federal
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Mônica Vallone — MDB — nº 1544 — Aguardando julgamento
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Rogério Ferreira — PSDB — nº 4550 — Aguardando julgamento
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Dr. Antônio — PV — nº 4300 — Aguardando julgamento
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Shrek — PDT — nº 1299 — Aguardando julgamento
Na checagem desta edição, os quatro nomes acompanhados para deputado federal permaneciam com seus pedidos de registro aguardando julgamento.
Deputado estadual
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Natal da Ferrari — PRD — nº 25111 — Deferido
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Dirceu Ribeiro — Solidariedade — nº 77111 — Deferido
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Prof. Paulo Veloso — PT — nº 13121 — Aguardando julgamento
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Dr. João Bucomaxilo — NOVO — nº 30130 — Aguardando julgamento
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Cabo Rominho — Republicanos — nº 10888 — Aguardando julgamento
Entre os nomes acompanhados para deputado estadual, Natal da Ferrari e Dirceu Ribeiro apareciam com os registros deferidos, enquanto Prof. Paulo Veloso, Dr. João Bucomaxilo e Cabo Rominho permaneciam aguardando julgamento.
A Multisom Ubaense continuará acompanhando os registros junto à Justiça Eleitoral e atualizará a reportagem sempre que houver mudança relevante na situação das candidaturas relacionadas.
César Sá: candidatura local também precisa construir força regional
Para César Sá, entretanto, a existência de vários nomes ligados ao cenário político de Ubá representa apenas uma parte do desafio.
Segundo o jornalista, os candidatos também precisam ampliar sua atuação para além dos limites municipais, buscando diálogo e apoio nas demais cidades da região.
César citou exemplos de municípios que conseguiram fortalecer sua representação por meio de uma construção política regional e avaliou que uma candidatura à Assembleia Legislativa ou à Câmara dos Deputados dificilmente se sustenta apenas com votos de uma única cidade.
A observação complementa o debate levantado por Alfredo: de um lado está a eventual fragmentação dos votos e o comportamento das lideranças municipais; de outro, a capacidade dos próprios candidatos de transformar uma candidatura ligada a Ubá em um projeto regional.
“Ubá pensa pequeno”, diz Alfredo
Ao defender maior ambição política para o município, Alfredo utilizou uma das expressões mais fortes da entrevista.
Na avaliação dele, depender de deputados cuja principal base eleitoral está em outros municípios limita a capacidade de Ubá disputar prioridades.
Foi nesse contexto que Loureiro voltou a mencionar Noraldino e questionou se um parlamentar ligado principalmente a outra cidade daria a Ubá a mesma prioridade dedicada à sua própria base política.
Para Alfredo, anunciar a obtenção de uma emenda pontual não resolve o problema estrutural da representatividade.
O entrevistado afirmou considerar insuficiente uma política sustentada apenas na divulgação de recursos obtidos por intermédio de parlamentares de outras regiões e declarou que “Ubá pensa pequeno”, defendendo uma mudança de mentalidade.
Emendas parlamentares entram no debate
A crítica ao apoio de parlamentares de outras cidades levou César Sá a outro ponto: o peso das emendas parlamentares na política municipal.
Para o jornalista, os municípios tornaram-se fortemente dependentes de recursos destinados por deputados e senadores.
Essa dinâmica, segundo César, contribui para que vereadores estabeleçam relações políticas com parlamentares que destinam recursos às suas bases.
Ele ponderou, porém, que o trabalho de um deputado não pode ser avaliado exclusivamente pelo valor das emendas encaminhadas.
Na visão de César, o eleitor também deve observar como o parlamentar vota, quais políticas públicas defende e de que maneira atua na representação dos interesses de determinada região.
Mais adiante, César mencionou que as emendas destinadas a Ubá nos últimos quatro anos teriam somado aproximadamente “20 e poucos milhões de reais”.
O número foi apresentado como estimativa durante o debate e não foi acompanhado de documentação específica durante a entrevista.
Vereador André é citado ao se discutir liderança na Câmara
Quando César Sá questionou quem poderia ser apontado atualmente como uma liderança política em Ubá, Alfredo afirmou sentir dificuldade em identificar nomes.
Ao falar especificamente da Câmara Municipal, porém, citou nominalmente o vereador André.
Segundo Loureiro, André seria, em sua avaliação, um dos vereadores que atualmente mais se posicionam politicamente.
A menção ocorreu dentro de uma crítica mais ampla à atuação do Legislativo.
Alfredo afirmou considerar que existem vereadores que participam pouco das discussões e permanecem durante as sessões sem contribuir efetivamente para alguns dos principais debates.
Para o entrevistado, o Legislativo municipal também deveria funcionar como espaço de formação e preparação de novas lideranças políticas.
Falta de liderança e críticas ao funcionamento da Câmara
As críticas de Alfredo à Câmara foram além da atuação individual dos vereadores.
Segundo ele, falta ao Legislativo maior liderança, método e foco.
O entrevistado afirmou considerar insuficiente a disposição de alguns parlamentares para confrontar ideias e questionar uns aos outros quando necessário.
Na avaliação de Loureiro, o fato de vereadores integrarem o mesmo ambiente político não deveria impedir fiscalização ou crítica recíproca.
Ele também fez críticas contundentes à condução da Câmara e à presidência da Casa.
Como o presidente não foi identificado nominalmente nesse trecho específico da conversa, a matéria preserva a referência institucional sem atribuir a declaração a um nome.
“É conivência”, afirma Alfredo
Um dos momentos mais fortes da entrevista ocorreu após César Sá comentar que, em sua percepção, faltaria transparência em determinadas questões no município.
Alfredo foi além e afirmou que, para ele, o problema também seria de “conivência”.
O entrevistado utilizou expressamente o termo ao dizer considerar que pessoas inseridas na política local seriam coniventes umas com as outras.
Para Loureiro, vereadores precisam estar dispostos a fiscalizar e criticar colegas quando identificarem situações que considerem inadequadas.
Segundo ele, o exercício do mandato não deveria impedir o confronto político e a cobrança entre integrantes do próprio Legislativo.
A palavra “conivência” corresponde à avaliação feita por Alfredo Loureiro durante a entrevista e não representa conclusão ou acusação formulada pela Rádio Multisom Ubaense.
Palavra Livre é alvo de críticas
A utilização da Palavra Livre da Câmara Municipal ganhou espaço significativo no debate.
Alfredo questionou a maneira como esse momento das reuniões vem sendo utilizado pelos vereadores.
Para ele, a Palavra Livre deveria representar uma oportunidade para apresentação de ideias, argumentação, posicionamentos e discussão política.
O entrevistado criticou vereadores que, segundo sua percepção, deixam a reunião antes desse momento e também questionou a prática de parlamentares que utilizariam o espaço para realizar leituras de manifestações previamente preparadas.
Na interpretação de Loureiro, isso enfraquece a finalidade da Palavra Livre.
Para ele, o espaço deveria ser efetivamente dedicado à fala, à argumentação e à troca de ideias entre os representantes municipais.
Alfredo também criticou o que considera baixo nível de determinadas discussões e afirmou ser necessário ampliar a qualidade intelectual e política dos debates realizados na Câmara.
César Sá defende Palavra Livre como espaço de preparação para votações
César Sá apresentou sua própria interpretação sobre a finalidade da Palavra Livre.
Segundo o jornalista, esse momento poderia servir para que vereadores apresentassem opiniões, discutissem problemas e amadurecessem posições antes da votação dos projetos.
César observou que determinadas matérias recebem pouca discussão no momento efetivo da deliberação e avaliou que uma utilização mais organizada desse espaço poderia contribuir para elevar a qualidade das decisões.
Alfredo contrapôs que, em sua avaliação, muitas vezes não existe verdadeiro confronto de ideias entre os vereadores.
Os dois também discutiram a duração das reuniões.
César recordou sessões que avançaram por muitas horas, enquanto Alfredo mencionou uma reunião que teria se estendido até aproximadamente quatro horas da manhã.
Para César, uma reunião extremamente longa não representa necessariamente maior produtividade, sobretudo quando o tempo não está concentrado na discussão objetiva das proposições submetidas ao plenário.
Materiais recebidos após as enchentes também são mencionados
A entrevista avançou ainda para o debate sobre materiais recebidos durante o atendimento à população após as enchentes.
Alfredo questionou a atuação da Câmara diante de uma situação envolvendo esses materiais e afirmou considerar insuficiente a repercussão do episódio dentro do Legislativo.
César Sá lembrou que já havia recebido na rádio a secretária responsável pela área social para tratar do assunto.
Segundo o jornalista, os materiais teriam sido documentados e a situação encaminhada ao Ministério Público.
César afirmou ter tido acesso a documento relacionado ao procedimento e disse que o Ministério Público apresentou critérios para o descarte dos materiais.
Ele informou ainda que uma empresa faria a destinação dos itens.
As informações são reproduzidas como relato de César Sá durante a entrevista e não como resultado de nova verificação documental realizada especificamente para esta publicação.
Foi justamente durante essa discussão que César falou em falta de transparência e Alfredo respondeu utilizando o termo “conivência”.
Situação financeira da Prefeitura volta ao debate
A situação financeira do Município também foi abordada.
Alfredo afirmou que dificuldades financeiras já estariam presentes antes mesmo das enchentes e disse concordar com uma avaliação que atribuiu ao vereador André.
Segundo Loureiro, André teria defendido anteriormente que a enchente acabou mascarando uma situação financeira que já vinha ocorrendo desde o final do ano anterior.
Essa é uma afirmação apresentada por Alfredo durante a entrevista e não representa conclusão contábil, financeira ou documental desta reportagem.
PLs 100 e 101: Executivo pediu retirada e arquivamento após análise jurídica
Os Projetos de Lei nº 100 e 101/2026, relacionados à redução temporária de remunerações no âmbito do Executivo municipal, também estiveram entre os assuntos da entrevista.
Durante a conversa, Alfredo Loureiro criticou duramente a elaboração das matérias e as classificou como inconstitucionais, questionando como propostas que, em sua avaliação, apresentavam problemas jurídicos poderiam ter sido encaminhadas ao Legislativo.
Loureiro também questionou se haveria algum tipo de responsabilização pela elaboração dos textos.
César Sá afirmou naquele momento que os projetos haviam sido “recusados”. A expressão é preservada nesta matéria como parte do diálogo ocorrido durante o programa.
Documentação posteriormente incorporada à apuração permite esclarecer com precisão o desfecho das duas proposições.
Por meio do Ofício nº 620/GAB/2026, datado de 17 de agosto de 2026, o Poder Executivo solicitou formalmente ao presidente da Câmara Municipal de Ubá a retirada e o consequente arquivamento dos Projetos de Lei nº 100 e 101/2026.
O documento também apresenta as razões da decisão.
O PL nº 100/2026 previa redução temporária de 20% do subsídio do prefeito e de 10% dos subsídios do vice-prefeito e dos secretários municipais. Já o PL nº 101/2026 previa redução de 10% para cargos em comissão, alcançando funções de direção, assessoramento, gerência, supervisão e coordenação.
Segundo o próprio Executivo, após análise e orientação do setor jurídico da Prefeitura, verificou-se que o PL nº 100/2026 somente poderia ser apresentado pelo Poder Legislativo e que, ainda assim, produziria efeitos apenas para a legislatura subsequente, sem gerar o efeito imediato inicialmente pretendido.
Quanto ao PL nº 101/2026, o documento informa que foi constatada a impossibilidade de sua aplicação em razão do princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos.
Diante dessas orientações, o Executivo solicitou formalmente que as duas proposições não prosseguissem, com sua retirada e arquivamento.
No ofício, o próprio Executivo definiu a decisão como uma “correção de rumo”, sustentando que a medida buscava preservar a responsabilidade, a transparência, o diálogo institucional e a segurança jurídica, além de evitar futuras contestações ou efeitos indevidos sobre servidores e sobre a relação entre os Poderes.
O documento acrescenta ainda outra decisão: o prefeito José Damato Neto afirmou que realizará, por iniciativa própria, doação correspondente a 20% de seu subsídio a instituições, utilizando recursos pessoais e observando, segundo o texto, as exigências legais, contábeis e de transparência aplicáveis.
Com isso, a discussão ocorrida durante a entrevista passa a contar com um elemento documental posterior relevante: o próprio Executivo registrou, após orientação de seu setor jurídico, obstáculos jurídicos ao prosseguimento das duas propostas e solicitou formalmente sua retirada e arquivamento.
Lideranças precisam dar exemplo, afirma entrevistado
Depois de discutir Câmara, Prefeitura, candidaturas e emendas, Alfredo voltou ao ponto que atravessou praticamente toda a entrevista: o comportamento das lideranças exerce influência direta sobre o eleitorado.
Para ele, quando vereadores e outras autoridades apoiam majoritariamente candidatos externos, torna-se mais difícil defender a concentração de votos em nomes ligados a Ubá.
Loureiro questionou qual exemplo é oferecido ao eleitor pelas próprias lideranças políticas do município.
César Sá também destacou que a discussão eleitoral não deveria se limitar às emendas parlamentares.
Para o jornalista, o eleitor precisa observar quem efetivamente terá capacidade de defender a cidade e a região nas grandes decisões estaduais e nacionais.
Representatividade permanece no centro da discussão
Ao longo da entrevista, Alfredo Loureiro fez críticas fortes ao funcionamento da política municipal, à postura de parte dos vereadores e à capacidade de articulação das lideranças locais.
Ao mesmo tempo, destacou positivamente nomes que, em sua avaliação, demonstram disposição para construir trajetórias políticas, como Mônica Vallone, Vadinho Baião e o vereador André, ainda que mencionados em contextos diferentes.
A presença de diferentes candidaturas ligadas ao cenário político de Ubá reforça o debate levantado na entrevista sobre fragmentação dos votos, capacidade de articulação regional e atuação das lideranças locais.
A Multisom Ubaense continuará acompanhando a situação dos registros eleitorais, especialmente daqueles que ainda aguardam julgamento, e atualizará a cobertura sempre que houver mudança relevante registrada pela Justiça Eleitoral.
A entrevista colocou, assim, uma questão central no debate público local: uma cidade com a importância econômica e regional de Ubá conseguirá transformar esse peso em maior força, articulação e representatividade política?
As opiniões, avaliações e críticas atribuídas a Alfredo Loureiro e César Sá foram manifestadas durante a entrevista realizada na Rádio Multisom Ubaense. As referências a agentes políticos, vereadores, partidos e candidaturas são apresentadas dentro do contexto da entrevista e das informações eleitorais acompanhadas pela reportagem e não representam apoio, endosso ou posicionamento institucional da emissora.
A Rádio Multisom Ubaense mantém espaço aberto para manifestações, esclarecimentos e contrapontos das pessoas ou instituições mencionadas na entrevista.
A entrevista encontra-se no link:
https://drive.google.com/file/d/1yzsz78rmjm8tze3CefIiuN8aiLE2Rcgd/view?usp=drive_link
Edição: Geane Nicácio – Multisom Ubaense