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Audiência sobre enchente em Ubá detalha desassoreamento, monitoramento, revisão do Plano de Contingência e medidas para reduzir riscos
Debate abordou projeto de desassoreamento de cerca de 5,4 km do Rio Ubá, manutenção de barraginhas, novo sistema de monitoramento, bacia de detenção, limpeza de córregos, rotas de fuga, recursos aos Bombeiros, IPTU, prejuízos ao comércio e falhas reconhecidas pela Defesa Civil
Por Administrador
Publicado em 04/09/2026 23:00 • Atualizado 07/09/2026 16:42
Câmara Municipal de Ubá
Geane Nicácio

 Mais de seis meses após a enchente que atingiu Ubá em 24 de fevereiro de 2026, a Câmara Municipal reuniu vereadores, representantes do Executivo, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, entidades, comerciantes e moradores para uma audiência pública dedicada a discutir as consequências do desastre, as providências tomadas e as medidas que ainda precisam avançar.

Ao longo de mais de quatro horas, o debate passou por prevenção, resposta ao desastre, recuperação da cidade, Rio Ubá, zona rural, barraginhas, monitoramento, comércio, IPTU e preparação para futuros eventos climáticos.

As respostas apresentadas permitiram esclarecer algumas ações em andamento, mas também revelaram projetos que ainda dependem de contratação, estudos que não estão concluídos e questões para as quais não houve solução definitiva.

Entre os representantes que prestaram esclarecimentos estiveram o secretário municipal de Agricultura e Ambiente, Salomão Junior Curi; o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Anderson Almeida; representantes da área de Obras; e o capitão Dornelas, do Corpo de Bombeiros.

Rio Ubá: projeto prevê cerca de 5,4 km de desassoreamento

Um dos esclarecimentos mais objetivos da audiência foi apresentado por Anderson Almeida ao tratar da retirada de material acumulado no Rio Ubá.

Questionado sobre a área da Avenida Cristiano Roças e se a intervenção alcançaria também a região da ponte conhecida como Geladeira, Almeida respondeu afirmativamente e informou que o trabalho deverá começar pela “remoção dos escombros da Cristiano Roças”.

Na sequência, o coordenador detalhou a extensão planejada para o desassoreamento.

Segundo Almeida, o projeto considerado pelo Município possui aproximadamente 5,4 quilômetros e deverá começar na foz do Córrego Lava-Pés, na região da Itatiaia Móveis, prosseguindo em direção ao Bairro Industrial. Ao mencionar o ponto final, fez a ressalva “salvo engano” e citou a região da Ponte do Frigorífico.

A informação transforma a discussão genérica sobre “limpeza do rio” em uma proposta territorialmente definida e cria um parâmetro que poderá ser acompanhado posteriormente: quanto dos cerca de 5,4 quilômetros anunciados será efetivamente executado.

A discussão também alcançou terra e outros materiais acumulados junto aos gabiões existentes no curso d'água.

Intervenção no rio não deve ser confundida com obra estrutural de macrodrenagem

Durante a audiência, a equipe técnica também fez uma distinção importante entre retirada de sedimentos e materiais acumulados e alterações estruturais na calha do rio.

Representantes do Município explicaram que aprofundar, alargar ou modificar isoladamente determinado trecho pode alterar a velocidade e o comportamento da água e produzir efeitos em regiões localizadas a jusante.

Por isso, intervenções estruturais mais profundas dependeriam de estudos hidrológicos, projetos executivos e planejamento de toda a bacia.

A orientação apresentada foi de que a redução do risco não depende de uma única obra, mas da combinação de limpeza, manutenção, monitoramento, intervenções nas cabeceiras e projetos estruturais.

Barraginhas: Município afirma ter retomado vistorias e manutenções

A manutenção das chamadas barraginhas recebeu uma das respostas mais detalhadas da audiência.

O questionamento foi direto: as estruturas existentes haviam sido limpas e estavam em condições de contribuir para o próximo período chuvoso?

Na resposta, Salomão Curi ressaltou que as barraginhas não podem ser apresentadas como solução capaz de conter uma enchente da dimensão registrada em fevereiro.

Ao abordar eventos dessa magnitude, afirmou que a estrutura “não contém esse tipo de evento, mas nem de perto”, explicando que sua função está mais relacionada à infiltração da água no solo, conservação hídrica e redução de processos erosivos.

Entre os resultados esperados do programa, a Secretaria relacionou redução de enxurradas nas propriedades, erosão e assoreamento dos córregos, além de aumento da infiltração da água e contribuição para o abastecimento do lençol freático.

Enchente interrompeu programa; trabalhos foram retomados em abril

A Secretaria apresentou também uma cronologia das intervenções.

Depois da enchente de fevereiro, as atividades do programa foram interrompidas e parte da estrutura municipal, incluindo equipamento utilizado na zona rural, foi deslocada para as ações emergenciais de limpeza da cidade.

As visitas e manutenções nas propriedades foram retomadas em abril. A equipe relatou ter encontrado divergências entre registros existentes e aquilo que era localizado em campo, além de dificuldades com cadastros e contatos de produtores.

Em 2025, segundo os dados apresentados, houve manutenção de 39 barragens em 16 propriedades.

Para 2026, foram relatadas visitas a 42 propriedades e manutenção de 69 barragens distribuídas por 15 propriedades rurais.

A equipe explicou que nem toda barraginha recebe intervenção automaticamente. A necessidade é analisada individualmente, levando em conta as condições encontradas e a avaliação técnica.

Segundo Paulo Pereira, as propriedades e estruturas participantes do programa foram vistoriadas, e as manutenções passaram a ser programadas onde havia necessidade. Em alguns casos, proprietários consideravam a estrutura satisfatória; em outros, barraginhas instaladas em pontos inadequados chegaram a ser retiradas.

Monitoramento: instalação é prevista para até meados de outubro

Outro eixo de destaque foi o novo sistema de monitoramento meteorológico e hidrológico.

Almeida explicou que a iniciativa não surgiu depois da enchente. Segundo ele, o projeto já havia sido apresentado anteriormente à Câmara e diferentes fontes de financiamento haviam sido buscadas antes do desastre.

A contratação analisada agora envolve equipamentos a serem instalados principalmente a montante da cidade, em regiões onde as águas se formam antes de alcançar a área urbana.

Almeida citou pontos nas regiões da Serra de Ubá, Serra de Divinésia, Barrinha e Córrego Lava-Pés, além de estações dentro da cidade. A Ponte do Miragaia foi mencionada como local previsto para a primeira estação hidrológica de medição do nível do rio.

O processo encontrava-se na Procuradoria do Município para ajustes relacionados à contratação por adesão a ata.

A estimativa apresentada foi de que até meados de outubro a empresa pudesse estar em Ubá iniciando a instalação.

Almeida falou ainda em prazo de aproximadamente 40 a 45 dias para chegada da empresa e disse que, de acordo com a informação recebida, a instalação física poderia ocorrer em cerca de uma semana.

Esse é um dos anúncios mais facilmente verificáveis após a audiência.

Sistema deverá reunir sensores e alertas pelo WhatsApp

O projeto não se restringe à instalação de pluviômetros.

Segundo Almeida, a estrutura completa envolve estações meteorológicas, pluviométricas e hidrológicas e deverá permitir o acompanhamento do volume de chuva, elevação dos córregos e nível do Rio Ubá.

O contrato previsto terá duração de um ano e deverá incluir também atendimento virtual pelo WhatsApp com uso de inteligência artificial.

A Defesa Civil já mantém cadastro de moradores que entram em contato pelo WhatsApp para permitir o envio de mensagens em massa em situações de risco.

A intenção, portanto, é integrar monitoramento, identificação do risco e comunicação à população.

Equipamentos já eram buscados antes da enchente

A falta de equipamentos antes do desastre gerou forte cobrança durante a audiência.

O vereador André Eustáquio Alves argumentou que o Município poderia ter priorizado recursos próprios e relacionou a ausência do sistema à dificuldade de alerta durante a madrugada do desastre.

Almeida apresentou um contraponto.

Segundo ele, o projeto foi encaminhado anteriormente ao Ministério Público Estadual e inscrito na Plataforma Semente, onde ficou na faixa de aproximadamente R$ 359 mil e chegou a receber status de aprovado na plataforma. Isso, entretanto, não significou liberação do recurso.

Uma parte do projeto também foi levada, em 2025, a um edital de penas pecuniárias do Poder Judiciário.

Almeida contou que o projeto original girava em torno de R$ 400 mil e que foi solicitado um redimensionamento para algo próximo de R$ 100 mil. A proposta foi adaptada, inclusive com câmeras que poderiam ter imagens compartilhadas com outros órgãos de segurança.

Segundo o coordenador, o projeto chegou a ser aprovado, mas o recurso não foi transferido antes do recesso do Judiciário. Quando houve nova consulta, já em janeiro, a informação recebida teria sido de insuficiência de saldo.

Almeida resumiu:

“Antecipadamente, nós tentamos em várias portas e não tivemos sucesso.”

 

A audiência, portanto, registrou duas interpretações: de um lado, a cobrança de que recursos municipais poderiam ter sido priorizados; do outro, a informação da Defesa Civil de que havia projeto preventivo e que diferentes fontes externas de financiamento foram buscadas antes da tragédia.

Defesa Civil reconhece falhas no desastre

Um dos momentos mais relevantes ocorreu durante a discussão sobre o Plano de Contingência.

Almeida confirmou que o documento anterior havia sido revisado e concluído em outubro de 2025, portanto antes da enchente.

Segundo ele, o plano teve efetividade em parte da mobilização e no acionamento da estrutura municipal durante o desastre.

Ao mesmo tempo, o coordenador fez um reconhecimento institucional importante.

Ao falar da experiência acumulada após fevereiro, afirmou que o novo planejamento incorpora questões:

“Onde a gente reconhece onde o Município, Defesa Civil, falhou.”

Almeida também afirmou que foram identificadas situações em que seria possível atuar melhor, principalmente com maior foco em gestão de risco e participação de outros órgãos.

Plano de Contingência está sendo refeito

Um exemplo citado foi o recebimento e a distribuição de donativos.

Almeida disse que não existia planejamento suficiente para organizar o grande volume de roupas, alimentos, kits de higiene e limpeza recebidos depois do desastre. A situação acabou se tornando um gargalo, com materiais permanecendo armazenados meses depois.

Por isso, fez uma distinção enfática:

“O Plano de Contingência não está sendo revisado; está sendo refeito com base nas experiências de erros e acertos.”

 

A declaração é relevante porque mostra que a própria Defesa Civil considera que a experiência de fevereiro exige mudanças mais profundas do que simples atualização documental.

Bacia de detenção não será capaz de reter toda a cheia

As chamadas bacias de detenção de cheias, também referidas no debate como áreas de contenção, foram outro tema recorrente.

Questionado sobre a capacidade de uma estrutura desse tipo diante de um evento semelhante ao de fevereiro, Almeida esclareceu que a finalidade não é armazenar integralmente toda a chuva que chega das cabeceiras.

A proposta é reduzir e controlar parte do volume e retardar sua chegada à área urbana.

O próprio coordenador, entretanto, deixou claro que o projeto ainda não estava concluído.

Ao explicar a possibilidade de sistemas com comportas e monitoramento permanente, fez questão de registrar:

“Estou falando em termos de especulação. Não estou dizendo que é isso o projeto que vai ser apresentado.”

 

Portanto, características definitivas como quantidade de estruturas, capacidade de armazenamento e eventual operação por comportas ainda não podem ser tratadas como definidas.

Nível do Rio Ubá teria chegado a 7,82 metros acima do normal

Durante essa explicação, Almeida comparou a enchente de fevereiro com outro grande evento.

Segundo ele, em 8 de abril de 2020, o nível teria atingido aproximadamente 5,70 metros acima do normal.

Em 24 de fevereiro de 2026, às 1h54, a estação utilizada para acompanhamento teria registrado 7,82 metros acima do nível normal.

Almeida disse que, depois desse registro, o equipamento foi levado pela força da água, impedindo novas medições naquele ponto.

Os números são reproduzidos aqui como dados apresentados pelo coordenador da Defesa Civil durante a audiência.

Limpeza dos córregos precisa avançar antes do período chuvoso

Também houve cobrança sobre um cronograma de limpeza dos córregos.

Na resposta, foram mencionados trabalhos já realizados em diferentes regiões, entre elas Franciscanos e Cristal.

A Secretaria ressaltou que esse tipo de limpeza precisa ocorrer antes das chuvas, pois, durante o período crítico, as equipes acabam direcionadas principalmente à desobstrução emergencial.

“A gente tem que fazer isso antes das chuvas.”

 

Além da prevenção às cheias, a limpeza foi relacionada ao controle de vetores e outros problemas ambientais.

Entulho e lixo: Município anuncia novos pontos de descarte

Durante a audiência, moradores relataram descarte de sofás, televisores, colchões, restos de construção, peças metálicas e outros materiais próximos a saídas de água e cursos d'água.

Em resposta, Salomão informou que o Município vinha fechando pontos clandestinos e anunciou a intenção de implantar dois novos locais para recebimento de entulho e resíduos dessa natureza.

Um deles deverá ficar na Nova Beira-Rio. Para o segundo, naquele momento ainda havia dúvida entre a região do Palmeiras e área próxima ao Posto Zema.

O secretário informou ainda que a Administração vinha retirando seis caminhões de móveis por dia das ruas.

Ao falar da limpeza dos córregos, afirmou que as equipes encontram não somente galhos e árvores, mas também “uma quantidade de lixo assim assustadora”.

Arborização também entra na prevenção

Salomão Curi também chamou atenção para outro aspecto do planejamento urbano: a arborização.

Segundo ele, a Secretaria recebe atualmente mais pedidos de corte de árvores do que de plantio.

O secretário informou que existe a intenção de retomar e modernizar o projeto conhecido como Disque Árvore, mas afirmou que limitações orçamentárias impediram maior avanço até o momento.

Curi defendeu educação ambiental e planejamento urbano e afirmou ser necessário “repensar nossa cidade”.

Rotas de fuga: pergunta não recebeu resposta objetiva sobre planejamento anterior

O vereador André também dirigiu uma pergunta ao capitão Dornelas sobre rotas de fuga e preparação das comunidades antes da enchente.

Ele perguntou se o Executivo havia procurado o Corpo de Bombeiros antes de fevereiro para identificar áreas historicamente vulneráveis, definir rotas de evacuação e preparar moradores para uma grande emergência.

A pergunta foi relacionada às oito mortes registradas no desastre.

Na resposta, Dornelas explicou que a Defesa Civil funciona junto ao quartel do Corpo de Bombeiros e afirmou que existem esforços para desenvolver Núcleos de Proteção e Defesa Civil nas comunidades, com moradores treinados pela corporação.

O capitão defendeu também maior participação da população nos simulados e treinamentos.

“Os nossos alertas, as nossas dicas de segurança, elas salvam muitas vidas, se respeitadas.”

 

Apesar disso, naquele momento da audiência, não houve resposta direta dizendo se o plano específico de rotas de fuga questionado pelo vereador havia sido elaborado antes do desastre.

Bombeiros negociam mudança na forma de repasse

Também foi questionado se houve aumento de recursos municipais destinados ao Corpo de Bombeiros depois da enchente.

O capitão confirmou a existência de convênio com o Município, mas explicou que o modelo atual possui limitações decorrentes das dotações orçamentárias e da burocracia para aquisição de equipamentos muito específicos.

Dornelas informou que estão em andamento tratativas para utilizar um modelo semelhante a um termo de colaboração, no qual os recursos seriam transferidos à corporação e as compras realizadas diretamente pelo Corpo de Bombeiros, com posterior prestação de contas.

Segundo o capitão, a mudança não significaria aumento das despesas:

“Não vai ter aumento de despesas pro município, apenas uma eficiência maior do convênio.”

 

IPTU: atingidos contestam critérios usados para isenção

A isenção do IPTU foi outro tema de forte debate.

Participantes questionaram por que a concessão do benefício não tomou como principal referência a mancha da inundação e o dano efetivamente sofrido pelo imóvel.

Foi citado o caso de proprietários que possuíam mais de um imóvel, mas que perderam simultaneamente moradia e fonte de renda proveniente de aluguel.

Representantes ligados ao comércio também relataram empresas com grande queda de movimento após a enchente, incluindo casos em que a perda de faturamento foi estimada em até 80%.

A discussão contrapôs dois conceitos: gravidade do dano provocado pela enchente e vulnerabilidade social.

Houve críticas de que pessoas economicamente estáveis antes do desastre teriam se tornado vulneráveis depois de perder imóveis, renda ou atividade comercial.

Também foi questionado o impacto de critérios relacionados à quantidade de imóveis cadastrados e ao enquadramento socioeconômico.

No trecho analisado, entretanto, não houve uma resposta técnica conclusiva do Executivo explicando os fundamentos de cada critério ou anunciando revisão das regras.

Comércio relata recuperação lenta meses após o desastre

As manifestações dos comerciantes mostraram que a recuperação econômica não se encerrou quando a água baixou.

Foram relatadas perdas de mercadorias, equipamentos, estoque e estrutura física, além de queda no movimento e dificuldades para manter obrigações tributárias e financeiras.

Por isso, a discussão sobre IPTU foi inserida num contexto mais amplo de cobrança por medidas capazes de ajudar empresas e proprietários a recuperar suas atividades.

Copasa permanece entre os pontos sem resposta direta

A atuação da Copasa também foi alvo de questionamentos durante a audiência, especialmente em relação a rede de esgoto, refluxos, tubulações e abastecimento.

A ausência de representante da concessionária impediu que as reclamações apresentadas recebessem resposta técnica ou contraponto durante o encontro.

Assim, as manifestações precisam ser compreendidas como relatos e cobranças dos participantes, não como fatos tecnicamente confirmados pela empresa naquele momento.

O que a audiência deixa para acompanhamento

Depois das explicações, alguns pontos passam a ter referência concreta para fiscalização:

  • Rio Ubá: acompanhar a execução do projeto de aproximadamente 5,4 km de desassoreamento;
  • Barraginhas: verificar a continuidade das vistorias e manutenções;
  • Monitoramento: conferir se a contratação e instalação previstas para até meados de outubro serão efetivadas;
  • Alertas: acompanhar a implantação das novas ferramentas de comunicação e monitoramento;
  • Plano de Contingência: verificar como será concluído o documento que, segundo Almeida, está sendo refeito;
  • Bacia de detenção: acompanhar a conclusão dos estudos antes de tratar como definitivas soluções como comportas ou capacidades de retenção;
  • Córregos: observar quais áreas serão limpas antes da intensificação das chuvas;
  • Resíduos: verificar a implantação dos dois pontos de descarte anunciados;
  • Rotas de fuga: acompanhar se os núcleos comunitários, treinamentos e planos de evacuação serão efetivamente implantados;
  • Corpo de Bombeiros: acompanhar a eventual mudança do modelo de repasse;
  • IPTU e comércio: verificar se haverá revisão, novas medidas ou resposta técnica às críticas apresentadas;
  • Copasa: permanecem pendentes explicações da concessionária.

A audiência mostrou que houve ações anteriores ao desastre, projetos que não conseguiram financiamento, intervenções iniciadas posteriormente e novos compromissos anunciados. Também houve críticas duras e, em um dos momentos mais significativos, reconhecimento expresso da Defesa Civil de que existiram falhas e pontos em que seria possível ter atuado melhor.

Mais do que encerrar a discussão, a audiência criou referências para os próximos meses.

Com o retorno do período chuvoso, o resultado das explicações apresentadas no plenário poderá ser medido pela execução: equipamentos instalados, córregos limpos, obras iniciadas, planos atualizados, população treinada e capacidade de resposta efetivamente ampliada.

Assista à audiência

A gravação da audiência pública está disponível no YouTube e pode ser acompanhada pelo endereço indicado: https://www.youtube.com/watch?v=Q4-KS7ahSi0&t=77s

 

Fonte: Audiência Pública da Câmara Municipal de Ubá – impactos da enchente de 24 de fevereiro de 2026
Edição: Geane Nicácio – Multisom Ubaense

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